quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Momentos Finais Rede Manchete


Rede Manchete em 19/11/98

O jornal O Globo afirmou, no dia seguinte, que, segundo analistasdo mercado, o passivo(as dívidas) da Bloch estava em torno de R$ 550 milhõese os ativos (imóveis, concessões e revista) em R$ 320 milhões. A negociação era uma questão de vida ou morte.
*Agora, o Pactual lançavanova proposta: Bloch e IBF suspenderiam por um ano o questionamento jurídico pela posse das cincos emissoras da TV e das estações de rádio. Em troca, seria criada uma nova empresa para gerenciar todas as emissoras nesse período e buscar recursos para o pagamneto dos salários e fim de dívidas.

NOTAS DA TV


LADY KATE FAZ GRAÇA PARA IVETE

Katiúscia Canoro, que faz sucesso no "Zorra Total" com a personagem Lady Kate, participa do "Estação Globo", apresentado por Ivete Sangalo, no ar em dezembro
Record nega fim de programas da Universal
Racha na cúpula da Record. Presidente da emissora, Alexandre Raposo negou ontem que os programas da Igreja Universal do Reino de Deus deixarão as madrugadas da rede a partir de 2010, como vem anunciando o vice-presidente comercial, Walter Zagari.
"Não discutimos esse assunto", afirmou Raposo à Folha. "[A programação da igreja] Não vai sair. Não tem porquê sair. É um horário em que a emissora fatura e que não atrapalha em nada [na média do Ibope], porque a audiência que conta é a das 7h à 0h", sustenta.
Na semana passada, a versão on-line da revista "Meio & Mensagem", baseada em informações de Zagari, publicou que a saída dos programas da Universal são uma "estratégia formulada" pelo bispo Edir Macedo para "desvincular totalmente a igreja da emissora de TV".
Zagari teria dado as declarações após ser provocado em um evento por um interlocutor que lembrou das relações da Record com a Igreja Universal.
A Universal paga cerca de R$ 300 milhões por ano pelas quase seis horas que ocupa na Record. Com um ponto no Ibope, é a madrugada mais cara da TV.
A presença da Universal na grade da Record constrange profissionais não-evangélicos da TV, que torcem para que a emissora sobreviva apenas de anunciantes comuns. Procurado por telefone, Walter Zagari não falou sobre o assunto até a conclusão desta edição.
CORTE 1
A Globo decidiu cortar pela metade a participação de Luana Piovani em "Faça Sua História", depois que a atriz agrediu a produtora Bárbara Monteiro, na última quinta, porque ela não providenciara comidas lights para servir nas gravações.
CORTE 2
No papel de uma atriz que só consegue fazer filme porque a mãe o financia, Luana faria quatro episódios de "Faça Sua História" e ganharia R$ 10 mil em cada um. Fará apenas dois.
CORTE 2
"Os infames estão usufruindo do meu péssimo momento para aparecer, utilizarem-se dos seus pequenos poderes. A liberdade tem um custo alto, sim, e estou disposta a pagá-lo. Não agredi nem humilhei ninguém", disse Luana em nota.
PERNADA
A Globo pretendia produzir um programa especial, o "Festival da Periferia", com músicos descobertos durante as gravações da nova série de Regina Casé no "Fantástico", sobre lan-houses. O festival, no entanto, subiu no telhado depois que o diretor Estevão Ciavata fraturou uma perna.
PIADA PRONTA
Os cassetas Beto Silva e Cláudio Manoel vão acompanhar hoje, em Brasília, o amistoso da seleção brasileira com a de Portugal. Eles terão acesso ao vestiários. Gravarão também com Zezé Di Camargo e Luciano, que cantarão o hino nacional.
SOBE
Reprisada à tarde pela Globo, "Mulheres Apaixonadas" está em alta. Anteontem, atingiu 18,3 pontos, sua melhor média.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Vale a Pena Ler de Novo


Beto Rockfeller é um marco de sucesso e improviso


Em 45 anos de telenovelas diárias no Brasil, Beto Rockfeller, exibida pela Tupi em 1968, é a que mais marcou a produção brasileira. A Tupi, em crise, queria uma novela de baixo custo. A melhor maneira de baratear seria evitar vestuários e cenários de época para usar roupas comuns e incluir locações e externas.

Essas mudanças exigiram inovações no texto. O autor Bráulio Pedroso recorreu ao cotidiano urbano brasileiro, usou um tom coloquial nos diálogos, deu espaço para os improvisos dos atores e centrou o foco num anti-herói: um mero funcionário de uma loja de calçados que se infiltra na alta sociedade. Tudo isso fez Beto Rockfeller virar mania nacional.

O protagonista, vivido por Luiz Gustavo, passava longe do galã convencional. Esperto e cheio de ginga, abusava do charme para se passar por milionário e manter as duas namoradas: a humilde Cida, vivida por Ana Rosa, e a ricaça Lu, interpretada por Débora Duarte. "Naquele momento, era uma ousadia um personagem como este", define o ator Luiz Gustavo.


O tom leve e brincalhão era realmente bem diferente das novelas produzidas na época - em geral adaptações de títulos de países latino-americanos ou folhetins romanescos. "Tudo o que se fazia até então era pautado pelo melodrama. Por isso, Beto Rockfeller foi um divisor de águas", avalia Mauro Alencar, autor do livro A Hollywood Brasileira - Panorama da Telenovela no Brasil.

Entre os profissionais envolvidos na produção, a maioria concorda ao afirmar que, na época, não tinha consciência da revolução que o trabalho representava. "É difícil analisar um processo enquanto está sendo vivido", sintetiza Ana Rosa. À distância, no entanto, as justificativas para o fenômeno são as mais diversas. "Estávamos no auge da ditadura, era a hora de quebrar barreiras. A obrigatoriedade do herói bonzinho era uma imposição que caiu por terra", destaca Marília Pêra, que interpretou Manuela na trama. "A representação era naturalista, levada pelo próprio texto, mais coloquial. E o elenco contribuía", opina Walderez de Barros, intérprete de Mercedes.

O elenco é destacado também por Lima Duarte, diretor da novela. "Era muito fácil trabalhar com aquele elenco. Colocava o estúdio todo em função deles", garante. De fato, boa parte do texto era fruto da criação dos atores, o que favorecia a inclusão de menções a personalidades e fatos do dia-a-dia de São Paulo. Este bate-bola com a realidade fez com que a novela ganhasse as páginas dos jornais. "Fomos parar nas colunas sociais e políticas, íamos presos a cada duas semanas por causa da censura, fomos capa da Veja logo depois da estréia", enumera Luiz Gustavo.

O improviso tomava conta da produção em todos os níveis. Às vezes, o segundo bloco da trama entrava no ar e o terceiro ainda estava sendo gravado, nas imediações da TV Tupi, onde eram realizadas as externas. "Recebíamos o capítulo às 9 horas, gravávamos até as 18 horas, para entrar no ar às 19 horas. Às vezes atrasava mesmo", diverte-se Lima.

Para "economizar tempo", o próprio diretor dava vida a personagens que apareciam "de repente" na trama, por obra do autor ou dos próprios atores. Foi assim que ele "virou" Seu Domingos, o dono da oficina mecânica onde trabalhava Vitório, interpretado por Plínio Marcos. O personagem não existia no texto, mas começou a ser citado a toda hora por Plínio e Luiz, até que ganhou uma "cara". "Na verdade, só aparecia de costas, numa sombra ou em off. Era um personagem misterioso", lembra Lima, aos risos.

O sucesso foi tanto que a novela acabou esticada em vários meses, provocando uma verdadeira "deserção" na equipe. Bráulio foi substituído por uma trinca de autores, liderados por Eloy Araújo, Walter Avancini entrou no lugar de Lima e o próprio Luiz Gustavo se ausentou algumas semanas das gravações. "A emissora não queria terminar a novela de jeito nenhum. Chegou uma hora em que peguei minhas coisas e fui embora. Só voltei para gravar os dois últimos capítulos", revela o protagonista, que reencontrou o personagem na novela A Volta de Beto Rockfeller, também da Tupi, em 1973, e no filme Beto Rockfeller, dirigido por Olivier Perroy.

Reduto da inspiração

Era para ser só mais uma noite na boate Dobrão, local da moda em São Paulo no final dos anos 60, do qual Cassiano Gabus Mendes era um dos sócios. Mas o então diretor artístico da Tupi e Luiz Gustavo passaram horas entretidos com um sujeito simpático e "boa-pinta", que roubava as atenções da mesa onde se comemorava o aniversário de uma jovem da alta sociedade.


Ele chegou, entregou flores à aniversariante, arrancou gargalhadas do grupo, tirou a garota para dançar e pediu que tocassem um tango. Os dois deram um show na pista de dança, foram aplaudidos e saíram juntos da boate. Curioso, Luiz se aproximou da mesa e perguntou quem era o convidado. Ninguém conhecia. Tampouco ele havia sido convidado para a festa. O ator se lembra até hoje do comentário de Cassiano. "Este cara é um personagem. Deve ser um 'pé-rapado', que deu um show numa festa da sociedade", recorda Luiz.


Naquela noite, os dois já saíram dali com o nome do personagem definido - Beto, apelido bem brasileiro, e Rockfeller, sobrenome de uma das maiores fortunas internacionais da época. O próximo passo foi entregar a idéia nas mãos de Bráulio Pedroso. Quem se lembra da visita ao autor é Lima Duarte, que acompanhou Cassiano. "Ele ouviu a idéia e comentou: 'Interessante, ele nasceu na Teodoro Sampaio e quer fazer vida na Rua Augusta...'", lembra o ator. A comparação usava célebres redutos da classe média baixa e da classe alta paulistanas, separados por poucos quarteirões.


Da inspiração inicial ao que foi para o ar, o processo continuou pautado pelo improviso, pelo tom de brincadeira e pelas constantes "reuniões criativas" dos profissionais envolvidos. "A gente acabava de gravar e ia para a casa do Bráulio bolar as coisas", destaca Luiz.
A boate Dobrão, por sua vez, teve papel relevante em mais uma das inovações de Beto Rockfeller: a inclusão da música popular, nacional e internacional, na trilha sonora das novelas. Cassiano entregou a Lima uma série de discos da boate, muitos deles ainda não vendidos no Brasil. E o orientou a escolher ali os temas musicais de cada personagem. O diretor até hoje se lembra das cenas em que Renata, vivida por Bete Mendes, aparecia ao som de "F... Comme Femme". "Dava um close na Bete, que estava lindíssima, soltava a música e não precisava de mais nada", derrama-se Lima.


Mauro Alencar aponta justamente estas cenas como precursoras de outra tendência lançada por Beto Rockfeller. "As cenas da Bete com 'F... Comme Femme' eram nitidamente clipes. Foi a primeira novela que usou as cenas de pensamento dos personagens com música ao fundo", destaca.

Instantâneas * O autor Bráulio Pedroso confessou, em entrevista a Mauro Alencar, que nunca tinha assistido a nenhuma novela até ser convidado para escrever Beto Rockfeller. "Talvez por isso ele tenha conseguido criar algo tão fora dos padrões da tevê da época, inspirado em seu trabalho no teatro", avalia Mauro.* Os altos índices de audiência de Beto Rockfeller detonaram na Globo um processo de reavaliação que culminou na demissão de Glória Magadan. Mas foi justamente na Tupi, já em decadência, que ela escreveu sua última novela no Brasil: E Nós Aonde Vamos?", de 1970.

* Luiz Gustavo lembra que Plínio Marcos costumava escrever nas pernas, durante os intervalos das gravações, trechos da peça Quando as Máquinas Param, lançada em 1971.

* Mais de 20 anos depois de Beto Rockfeller, Bete Mendes viveu a mãe da personagem de Renata Castro Barbosa em Tieta. E ouviu emocionada da mãe da atriz que o nome foi inspirado em sua personagem na novela.

* Ana Rosa quase pediu rescisão do contrato com a Tupi antes de ser convencida por Cassiano Gabus Mendes a viver Cida. A atriz chegou a negociar com a Excelsior a participação em Sangue do Meu Sangue. "Estava desgostosa, queria dar novos rumos à carreira. Ganhava mal e, depois de duas protagonistas, estava pegando papéis menores. Nesta fase da vida, a gente acha que sabe das coisas. Imagina se eu tivesse saído!...", reconhece a atriz.

* O papel do mecânico Vitório, vivido por Plínio Marcos, seria inicialmente de Juca de Oliveira. Mas o ator desistiu na última hora.

* O clima de brincadeira nos bastidores da Tupi se refletia na tela. Tanto que os autores Bráulio Pedroso e Geraldo Vietri promoveram um encontro entre Lu, vivida por Débora Duarte em Beto Rockfeller, e Heloísa, personagem de Aracy Balabanian em Antônio Maria, exibidas uma após a outra. As duas se encontraram na casa da cartomante vivida por Etty Fraser, onde tentavam descobrir o destino de seus respectivos romances com os personagens-título das tramas.

* Além do misterioso Domingos, dono da oficina, Lima Duarte viveu ainda em Beto Rockfeller um assistente da personagem de Etty Fraser. Neste caso, não pela falta de um ator, mas pela carência do cenário. O diretor pediu uma mesa onde pudesse apoiar a travessa com os pedaços de frango que a personagem vivia "beliscando". Na falta do móvel, não titubeou. "Então me traga um casaco preto que eu mesmo fico aqui segurando", lembra Lima. O personagem acabou ganhando várias falas em russo e o abuso de palavrões ininteligíveis gerou protestos da comunidade russa no Brasil.

* Ana Rosa se lembra admirada do escândalo que foi uma cena de sexo entre a sua personagem e o de Luiz Gustavo. "A censura caiu em cima, mas foi tudo sutilmente dirigido. Tinha beijo, abraço, a câmara descia para os pés e só mostrava o vestido dela caindo", recorda. * Luiz Gustavo chegou a repetir 33 vezes num único capítulo o nome do medicamento Engov. Tudo porque a marca lhe ofereceu Cr$ 3 mil por cada menção. "Meu salário era de Cr$ 900 e eu nem recebia. Acabei inventando o merchandising. Quando a emissora percebeu, já tinha passado o bonde", justifica, orgulhoso.

Notas da TV

Crise em novelas racha cúpula da Globo

A crise de audiência das novelas rachou a cúpula da Globo. A relação entre Manoel Martins, diretor-geral artístico, e Mário Lúcio Vaz, ex-diretor-geral artístico e atualmente consultor, ficou estremecida.Martins não gostou de relatórios que Vaz produziu apontando falhas e possíveis soluções para as novelas das seis e das sete. Vaz, então, deixou de enviar seus apontamentos para Martins. Agora, só os encaminha a Octávio Florisbal, diretor-geral da rede."Negócio da China", primeira novela totalmente produzida na gestão de Martins, é a que mais recebe críticas da cúpula. Uma ala avalia que a história de Miguel Falabella, inicialmente criada para as 19h, mas improvisada às 18h, não tem salvação.Manoel Martins, no entanto, não tem poupado esforços para impedir que a novela seja encurtada ou substituída por "Malhação". Na semana passada, afastou o ex-protagonista, Fábio Assunção. O motivo principal foram problemas de saúde do ator, mas pesou também o fato de pesquisas com telespectadoras terem rejeitado o personagem dele, um mocinho fraco. Thiago Lacerda entrará para suprir a carência de herói.Assim como "Negócio" e "Três Irmãs", "A Favorita" também registra a pior audiência do horário. Mas não é alvo de críticas. A cúpula aposta que "Caminho das Índias", próxima das oito, vai recuperar a audiência da faixa das 21h.

DEU UM DADO 1
Luana Piovani segurou pelo braço e sacudiu uma produtora de "Faça Sua História", da Globo, porque a profissional não providenciou comida light, como frutas. No bufê servido nos intervalos das gravações, só havia bolos e sanduíches.

DEU UM DADO 2
A produtora caiu no choro. Seus colegas reclamaram, e o caso foi parar na direção da emissora. Especula-se que a participação de Luana em quatro episódios do seriado pode ser abreviada. A assessoria de Luana não atendeu a Folha.

FESTA HOLI
Depois de mais de um ano sem lançar novela no Rio (só em São Paulo), a Globo fará a festa de "Caminho das Índias" no Parque Lage. O evento terá música e dança indiana.

SÃO TOMÉ
A notícia de que a Igreja Universal deixará a grade da Record em 2010 não convenceu muita gente nem mesmo na emissora. A Universal paga cerca de R$ 300 milhões por ano pelas madrugadas da Record.

CACIFE 1
Em convenção em Florianópolis, a Record anunciou investimentos de R$ 390 milhões em 2009. No RecNov, além dos R$ 200 milhões já divulgados, entrarão mais R$ 50 milhões, para dois novos estúdios.

CACIFE 2
Em SP, investirá R$ 30 milhões em um centro de exibição digital. Gastará R$ 60 milhões com realities (a novidade será "Fazenda das Celebridades") e R$ 50 milhões em filmes (confirmou "Tropa de Elite") e séries ("Lipstick Jungle").

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Procuradora pede fiscalização sobre novela

A procuradora da República Márcia Morgado enviou ofício ao Ministério da Justiça pedindo a gravação e o monitoramento integral de todos os capítulos de "Mulheres Apaixonadas", em reprise pela Globo às 14h40. Em caso de exibição de inadequações para menores de dez anos, o Ministério Público Federal (MPF) deve ser avisado, solicitou a procuradora.Membros do MPF estão preocupados com a reprise de "Mulheres" porque a novela, em 2003, foi reclassificada como imprópria para menores de 14 anos, por conter erotismo, violência e temática complexa.Na semana passada, o Ministério da Justiça aceitou pedido da Globo para que a novela fosse reclassificada para maiores de dez anos, o que permite sua exibição em qualquer horário, mediante termo em que a emissora se compromete a adequar o conteúdo a essa faixa etária.Ao ceder à Globo, o governo ignorou recomendação do MPF para que novelas reclassificadas no ar só fossem liberadas após a análise, por técnicos do ministério, dos capítulos reeditados. O ministério diz que segue portaria do ano passado, que prevê a reclassificação por termo de compromisso.O problema da reclassificação para dez anos, dizem especialistas, é que crianças com idades inferiores podem ver a novela na ausência dos pais.A Globo diz que está "adotando as medidas necessárias".

BARRACO NO AR 1

Repórter da Record, Arnaldo Duran foi detido pela polícia em Paris, na semana passada. Duran se estressou com uma aeromoça na volta de Pequim, onde foi cobrir as Olimpíadas. A aeromoça prestou queixa, e o jornalista teve que dar depoimento à polícia. Perdeu o vôo de conexão para o Brasil.

LIGHT

Novo programa do SBT, o "Olha Você" foi concebido para ser um clone do "Hoje em Dia", da Record. Mas já foi apelidado de "Aqui Agora Light". Até parte do cenário foi reciclada do falecido jornalístico. Anteontem, sua audiência subiu 0,4 ponto no Ibope. Bateu a Record.NO ARAgora 100% fora da Sky, a MTV está com seu sinal aberto para antenas parabólicas, ainda em caráter experimental. Mas a tendência é ficar assim permanentemente.

MOTO-PERPÉTUO

O assunto do dia ontem de manhã no SBT era a notícia de que Silvio Santos planeja reprisar "Pantanal" após a reprise de "Pantanal". A novela seria exibida continuamente, como a emissora faz com "Chaves". O pior é que, pelo histórico de Silvio Santos, isso é possível.

TOSCO CHANNEL

Telespectadores reclamam que, muitas vezes, faltam cenas de "Pantanal" que explicariam algumas ações. É que trechos da novela são jogados fora, porque as fitas, deterioradas, não podem ser recuperadas.

domingo, 27 de julho de 2008

Programas Musicais

O FINO DA BOSSA

Apresentado na TV Record, O Fino da Bossa foi, em 1965, porta de entrada para cantores e compositores da MPB. Elis Regina e Jair Rodrigues comandavam os sucessos musicais da época.

JOVEM GUARDA

De setembro de 1965 a janeiro de 1969, na TV Record, em São Paulo, e na TV Rio. Wanderléia, Roberto e Erasmo Carlos eram a "Jovem Guarda", a atração que colaborou na divulgação dos ídolos do iê-iê-iê. Eles lançaram gírias, fizeram moda e deixavam a platéia histérica. Fez enorme sucesso e dominou completamente o horário da tarde, aos domingos.

FESTIVAL DA CANÇÃO POPULAR

Apresentado a partir de 1965, inicialmente nas TVs Excelsior e Record e realizados em São Paulo. Eram muito semelhantes aos programas de auditório das rádios cariocas, com fãs-clubes, faixas, coros e vaias.

FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO

Em 1966, surgia no Rio o FIC, com características diferentes dos festivais de São Paulo. Ao contrário do que acontecia em São Paulo, a força do intérprete e a participação do público já não contavam tanto. O Segundo Festival Internacional da Canção foi na TV Globo, em outubro de 1967. A música vencedora foi "Margarida" da dupla Sá e Guarabira. O festival revelou também Milton Nascimento. Ficou famosa a derrota de Geraldo Vandré, com " Para não dizer que não falei de flores", em 1968, para "Sabiá", de Tom Jobim e Chico Buarque.

FESTIVAL DOS FESTIVAIS

Estreou na TV Globo em 1985. Nova versão da Globo para os festivais da década de 60. Lançou Leila Pinheiro, Oswaldo Montenegro e Tetê Espíndola.

BAR ACADEMIA

Estreou em agosto de 1983 na Rede Manchete. Programa musical com depoimento de grandes compositores brasileiros.

SEXTA SUPER SHOW

Em 1975, esse programa semanal tentava mostrar os diferentes ritmos regionais da MPB. Apresentado por atores da TV Globo, trazia temas como "Levanta Poeira", com músicas de morro, "Saudade não tem Idade", com um revival de música italiana, "Brasil Pandeiro", que explorava as situações do cotidiano do homem brasileiro e "Alerta Geral", comandado por Alcione.

SOM BRASIL

Estreou em 1981, na TV Globo, tendo como base os ritmos e temas regionais brasileiros. Rolando Boldrin apresentava o programa.

GLOBO DE OURO

Estreou em 1972, sempre às quartas-feiras, com o objetivo de apresentar as músicas que estavam na parada de sucessos.

AMIGOS & AMIGOS

Atração musical sertaneja comandada por Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano e Leonardo. Estreou em 1999.

MUSICAIS INFANTIS

A Nave Mágica: musical infantil que aborda temas ecológicos. Fascinado por informática, o jovem Rafael decide construir um robô, que recebe o nome de " Byte-bit" . Seu corpo é uma tela de computador, a cabeça é um penico e o chapéu é um desentupidor de pia.
Casa de Brinquedo: músicas de Toquinho.


Arca de Noé 1 e 2: com músicas de Toquinho e Vinícius de Moraes, interpretadas por cantores de sucesso, como Nei Matogrosso e Elba Ramalho.

Pirlimpimpim: musical inspirado nos personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo, com interpretação de Baby do Brasil como Emília, Angela Rô Rô como Cuca, Jorge Benjor como Saci, Moraes Moreira como Visconde de Sabugosa e Ivone Lara como tia Anastácia

Pluct, Plact, Zumm: um clássico entre os musicais infantis. Destaque para Jô Soares cantando "Planeta Doce" e Raul Seixas cantando " Carimbador Maluco".

sexta-feira, 25 de julho de 2008

TVS: o começo do SBT

Silvio Santos começou sua trajetória de empresário de televisão com a Publicidade Silvio Santos Ltda., que foi criada em 1962 para cuidar da produção do seu recém-lançado “Programa Silvio Santos” e dos anúncios de suas empresas. Posteriormente, o negócio cresceu, passou também a atender outros clientes (anunciantes e emissoras), fez incursões no cinema (com o filme “Ninguém Segura essas Mulheres”), adquiriu os grandes estúdios da TV Excelsior na Vila Guilherme e, por tudo isso, o nome da empresa mudou para Studios Silvio Santos de Cinema e Televisão Ltda.

Foi esta nova empresa que recebeu a concessão para operar o canal 11 do Rio de Janeiro, que foi logo batizado de TVS, ou seja, TV Studios (e não TV Silvio Santos, como muitos chamam). No começo, a estrutura era pequena e suas únicas produções próprias eram o “Programa Silvio Santos” e alguns pequenos programas de cinco minutos sobre astrologia e atualidades (”Fatos & Fotos da Semana”). Pouco tempo depois, Ronald Golias, Carlos Imperial e Flávio Cavalcanti viriam-se a juntar ao time da emissora, que, com o fim da Tupi, cresceu sua cobertura geográfica, culminando com o lançamento, em 19 de agosto de 1981, do SBT - Sistema Brasileiro de Televisão.

Abaixo, você pode conferir algumas vinhetas da emissora que foram apresentadas no Rio de Janeiro durante a segunda-metade dos anos 1970.

Vinheta 1977
http://www.youtube.com/watch?v=ruMYIY68-u0

Vinheta 1979
http://www.youtube.com/watch?v=_C2YaxK6OP0